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Zema diz que governo federal negou suspensão da bandeira escassez hídrica na conta de luz

Pedido foi feito pelo governador diante da pandemia e das fortes chuvas que atingiram o Estado

O governador de Minas, Romeu Zema (Novo), disse nesta quinta-feira (17) que o governo federal negou a suspensão da bandeira escassez hídrica na conta de luz. 

Zema informou que havia feito o pedido por conta do impacto da pandemia na vida dos mineiros e das fortes chuvas que atingiram o estado em dezembro e janeiro.

“O Governo Federal, através do Ministério de Minas e Energia, negou a suspensão da bandeira escassez hídrica na conta de luz. O meu pedido de alívio aos mineiros foi motivado não somente pelos efeitos da pandemia, mas também pelos graves impactos recentes das chuvas em nosso Estado”, escreveu no Twitter. 

A previsão inicial do governo federal é que a cobrança será mantida pelo menos até abril. Porém, em função dos fortes temporais registrados entre dezembro e o início de janeiro, que deixaram quase metade dos municípios mineiros em emergência, os reservatórios ficaram cheios e cresceu a pressão para que a taxa fosse suspensa no território estadual.

Determinada em setembro passado, a bandeira vermelha da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) em seu segundo patamar, como é cobrada, prevê aumento de R$ 9,492 para cada 100 kWh consumidos. À época, a Câmara de Regras Excepcionais para Gestão Hidroenergética (CREG) criou ainda a bandeira de escassez hídrica para pagar pelos custos excepcionais do acionamento de usinas térmicas – com ela, a cobrança na conta de luz sobe para R$ 14,20 a cada 100 kWh consumidos. 

A nova bandeira foi aplicada como consequência do agravamento da crise hídrica no Brasil, que fez com que setor elétrico passasse por uma intensa adaptação para não deixar faltar energia no final de 2021.

Por Redação

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