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Sindicato dos transportadores escolares diz que o setor não aguenta mais um ano de pandemia

Cerca de 40% dos transportadores já desistiram do trabalho

Um dos setores que foi muito prejudicado pelo fechamento das escolas foi o de transportadores escolares. Levantamento do Sindicato dos Transportadores Escolares em Minas Gerais (SINTESC/MG) mostra que 40% dos transportadores já desistiram do negócio e esse número pode disparar ainda mais nos próximos dias diante do último fechamento de Belo Horizonte, que deixa o retorno presencial dos alunos cada vez mais distante. 

De acordo com Carlos Eduardo Campos, presidente do SINTESC/MG, transportadores escolares não aguentam mais um ano de pandemia porque a falência já é completa para aqueles que não conseguem se virar com outra ocupação. A categoria tem uma reunião com a BHTrans na próxima quinta-feira (11) para discutir medidas para diminuir os impactos negativos no setor. 

“Desde março 2020 nossa categoria está totalmente paralisada e existe alguns pontos que a gente precisa negociar com a prefeitura, um deles é a questão da vida útil dos veículo, vamos entrar no segundo ano sem trabalho e nós precisamos que a prefeitura aumente o limite que esses veículos rodam em Belo Horizonte. Outra questão é discutir com a empresa a questão das autorizações, muitos transportadores perderam seus carros, os bancos tomaram, outros tiveram que vender para poder sobreviver e a gente não quer que essas pessoas percam o direito de voltar a trabalhar quando a pandemia acabar.”

Campos ressalta que um dos principais fatores que fazem com que os transportadores desistam é a falta de previsão de retorno. “Os números são alarmantes, hoje nós temos no sindicato 40% desfiliações, mas esse número pode ser muito maior, muitas pessoas abandonam a atividade, não nos comunicam, ele simplesmente vendeu o carro e abandona os seus cadastros, deixa atividades para lá deixa. É uma situação muito grave, muitos já estão trabalhando, mas mesmo aqueles que estão buscando outra alternativa o que eles ganham não é suficiente para ele sustentar as família e arcar com os financiamentos das vans.”

Por meio de nota, a BHTrans garante ter implementado várias ações ao longo do ano de 2020 para atenuar as dificuldades dos transportadores escolares. Entre as ações está a distribuição de cestas básicas aos permissionários e a dispensa de apresentar ao órgão os laudos de inspeção veicular, que vale para o período de suspensão das aulas presenciais. Outras obrigações também ficarão liberadas nesse período sem aulas presenciais. 

Ainda segundo a BHTrans, notificação regulamentar emitida a partir de 18 de março de 2020 referente ao vencimento de vida útil dos veículos e de vistoria vencida poderão ser canceladas desde que solicitado formalmente pelo permissionário.

Por Camila Campos

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