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‘Qualquer contaminado a mais pode ser um óbito a mais’, diz Zema; 200 estão na fila por leito

Romeu Zema (Novo) disse nesta manhã que não há alternativa a não ser implantar a onda roxa em todo o estado por causa do coronovírus

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), disse em entrevista coletiva na manhã desta terça-feira (16), na Cidade Administrativa, em Belo Horizonte, que não há alternativa a não ser implantar a onda roxa, a mais restritiva do programa Minas Consciente, em todo o estado por causa do coronovírus. A partir desta quarta-feira (17), apenas serviços essenciais devem funcionar em todos os 853 municípios mineiros.

“Agora nós começamos a assistir cenas de terror; pessoas estão clamando por atendimento”, diz Zema.

Segundo o governador, a adesão à onda roxa do Minas Consciente deve ser adotada por todos os 853 municípios do estado, independentemente da adesão ao programa, como é o caso de Belo Horizonte. A prefeitura da capital, no entanto, disse que não foi oficialmente comunicada da medida.

“Qualquer contaminado a mais, pode ser um óbito a mais, porque o estado não tem mais capacidade de atendimento. Quem faz alguma aglomeração, pode ser taxado de assassino”, disse.

Nesta fase, só podem funcionar atividades essenciais das 5h às 20h. A saída das pessoas deve se restringir somente para acesso ou trabalho nos serviços autorizados a funcionar.

O comandante da Polícia Militar, coronel Rodrigo Souza Rodrigues, disse que a PM vai reforçar a atuação durante fase crítica de transmissão da Covid-19 e que vai trabalhar em conjunto com as Guardas Municipais para impedir aglomerações.

“A partir das 20h, vamos reforçar nossa atuação. Seguimos apenas com orientação. Vamos estar conscientizando, alertando, para que todos saibam da gravidade do momento que estamos vivendo”, falou.

De acordo com a última atualização da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), feita nesta segunda-feira (15), 85,3% dos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para Covid-19 estavam ocupados. Há pelo menos 200 pessoas à espera por este tipo de leito por dia, segundo o Secretário de Estado de Saúde (SES), Fábio Baccheretti.

Zema falou que é favorável a salvar vidas e, no último ano, está correndo uma maratona.

“Agora estamos nos metros finais. Não tem condição de dar atendimento médico. Não temos outra alternativa a não ser tomar essa atitude. Não temos vagas nas unidades de saúde. Quer ver as pessoas morrerem nas ruas?”, questiona o governador.

Entre o fim de fevereiro e o início deste mês, autoridades já alertavam para a escalada de casos e piora dos indicadores da Covid-19 pelo país. E pediam o apoio da população para evitar o colapso da saúde 

Por Alex Araújo e Patrícia Fiúza, G1 Minas — Belo Horizonte

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