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Polícia prende suspeitos de matar mulher com golpes de tesoura e atear fogo no corpo em MG

Mulher foi encontrada carbonizada dentro de casa e a suspeita era de que ela tinha sido vítima de um incêndio. Investigações apontaram que o homicídio foi motivado por conta de dívida de drogas. Crime foi em setembro de 2020, em Montes Claros.

A Polícia Civil cumpriu mandados de prisão contra quatro homens investigados por matar uma mulher, de 43 anos, com golpes de tesoura e atear fogo no corpo. A mulher foi encontrada carbonizada dentro de casa e inicialmente, a suspeita era de que ela tinha sido vítima de um incêndio acidental. O crime foi em setembro de 2020 no Residencial Monte Sião, em Montes Claros.

“Inicialmente a ocorrência foi registrada como incêndio no qual a vítima veio a falecer. O que nos chamou atenção é que através da necropsia foi identificado que a vítima tinha sido preliminarmente agredida, inclusive com um golpe de tesoura no pescoço, o que veio a causar sua morte. Além disso, tinha sinais de que ela teria sido amarrada com um lençol, que indicava uma morte violenta”, disse o delegado Bruno Rezende.

No primeiro momento, a Polícia Civil chegou a trabalhar com a hipótese de que a mulher pudesse ter sido vítima de estupro e o autor teria colocado fogo na casa para ocultar o crime, mas as investigações apontaram que o homicídio tem relação com o tráfico de drogas.

“Essa vítima estaria guardando 2,5 kg de drogas para esse grupo criminoso em sua residência. Diante da perda da carga de drogas, foi cobrada por diversas vezes para efetuar o pagamento. Ela foi agredida por parte desses autores e torturada para que providenciasse o pagamento. Como não o fez, foi enforcada com um lençol e atingida com golpes de tesoura no pescoço. Em seguida, eles colocaram fogo na casa na tentativa de ocultar o crime. A vítima já estava morta quando a casa foi incendiada”.

Além dos quatro homens presos, um jovem, que na época era menor de idade, também tem envolvimento com o crime e foi detido. O delegado Bruno Rezende explicou que um dos chefes do grupo já estava preso por outro homicídio e ordenou a morte da mulher de dentro do presídio.

“Ele tem ascendência hierarquia em relação aos envolvidos e foi consultado porque a vítima estava devendo a droga e não ia pagar, e teria autorizado à execução dela”.

As investigações continuam e a polícia apura o envolvimento de uma mulher que teria procurado a vítima no dia do crime e feito uma ‘emboscada’. Ela ainda não foi identificada.

Ainda segundo o delegado, dois suspeitos já foram ouvidos e negaram participação no crime, os outros serão ouvidos nos próximos dias. Eles vão responder por homicídio qualificado.

Por Marina Pereira, G1 Grande Minas

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