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Polícia Civil desarticula grupo suspeito de fraudar licitações no fornecimento de alimentos para presídios em Minas e Bahia

Mandados cumpridos em Teófilo Otoni e Campanário

Foram expedidos 12 mandados de busca e apreensão e um servidor federal licenciado foi preso.

A operação Praestatur Prandium, deflagrada pela Polícia Civil na manhã desta segunda-feira (20), cumpre 12 mandados de busca e apreensão e 1 de prisão nos estados de Minas Gerais e Bahia. O objetivo da ação é desarticular um grupo criminoso suspeito de fraudar licitações no fornecimento de alimentação em presídios.

De acordo com as investigações, um servidor federal licenciado foi preso suspeito de comandar o esquema. Ele ganhava licitações para fornecer alimentação para os presídios, no entanto, pouco tempo depois, desistia dos contratos, especialmente em véspera de feriados e fins de semana.

Com essa manobra, o Estado se via obrigado contratar empresas de maneira emergencial, em que os contratos tinham valor cerca de 30% superior ao licitado. Há indícios de que estas empresas contratadas emergencialmente estavam em nome de laranjas, mas na verdade seriam do servidor federal preso durante a operação.

O secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública de Minas Gerais, Rogério Greco, revelou que pode existir um laranja de vários laranjas.

“A gente ainda vai chegar na cúpula das pessoas que estão fazendo isso. Mas agora ainda é muito cedo para afirmar, porque essa documentação toda vai ser analisada”, disse Greco, acrescentando que, na verdade, eles queriam um lucro excessivo, além daquele que havia sido licitado.

O prejuízo aos cofres públicos ainda está sendo apurado. A operação cumpriu mandados em dez municípios baianos e mineiros. O esquema pode ter fraudado contratos de fornecimento de alimentação em pelo menos 17 presídios, dentre eles um em Vespasiano, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, e outro em Diamantina, Central.

Ainda segundo as investigações, a fraude vem acontecendo há pelo menos um ano e meio. As investigação tiveram início em dezembro de 2021. Os suspeitos podem responder pelos crimes de falsidade ideológica, organização criminosa e lavagem de dinheiro.

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