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Operação apreende 2.838 kg de carne não inspecionada em Nanuque; 13 locais foram interditados

Treze açougues e restaurantes foram interditados em Nanuque e tiveram 2.838 kg de carnes sem inspeção apreendidos durante operação de fiscalização sanitária entre os dias 18 a 20 de janeiro. A ação foi realizada pelo Ministério Público, Procon, Polícia Militar, Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) e da Vigilância Sanitária municipal.

A ação se deu após o Ministério Público ser comunicado pela PM sobre o aumento de ocorrências de furto de gado na região e a suspeita de que a carne desses animais estariam sendo destinada a estabelecimentos comerciais na cidade.

Durante a operação, houve a necessidade de mandado de busca e apreensão para viabilizar a fiscalização de um estabelecimento que fechou as portas após o primeiro dia da ação. Nesse local foram apreendidos 70 kg de carne não inspecionada. Nos autos de infração lavrados pelo Procon, há relatos de acondicionamento precário de produtos, contendo carnes com larvas vivas, moscas e acondicionadas em freezers e geladeiras enferrujadas.

Fiscalização encontrou carnes acondicionadas de modo irregular — Foto: Ministério Público/Divulgação

Fiscalização encontrou carnes acondicionadas de modo irregular — Foto: Ministério Público/Divulgação

A promotora Marianna Michelette da Silva destaca que esse crime coloca em perigo a saúde de número indeterminado de consumidores, que ingerem produtos que não passaram pelos procedimentos sanitários obrigatórios.

“Não há garantia de que essa carne não inspecionada não seja de animais doentes. Isso pode causar certo risco alimentar para o consumidor, como idas aos hospitais, coloca em risco a segurança de pessoas mais velhas. É importante que o consumidor fique atento e, caso desconfie de algo, acione o Procon”, afirma a promotora.

Os estabelecimentos interditados apenas poderão voltar a funcionar quando regularizada a situação junto à Vigilância Sanitária e desinterdição pelo Procon-MG. Além de responderem a processos administrativos, os responsáveis pelos estabelecimentos serão investigados por crime contra as relações de consumo.

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