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Irmãs são internadas no Recife com Síndrome de Haff “doença da urina preta” após comerem peixe

As irmãs Flávia, de 36 anos e Pryscila Andrade, de 31 anos, foram internadas em um hospital particular no Recife apresentando mal-estar e dores após a ingestão de peixe da espécie arabaiana. Segundo os familiares, os médicos confirmaram o diagnóstico de Síndrome de Haff, conhecida como “doença da urina preta”.

O governo de Pernambuco informou que investiga cinco casos dessa doença rara no estado. Os principais sintomas da Síndrome de Haff são: falta de ar; dormência e perda de força em todo o corpo; e urina cor de café.

A internação das irmãs ocorreu cerca de quatro horas após o almoço, que tinha no cardápio o peixe arabaiana, também conhecido como “olho de boi”. De acordo com a mãe das pacientes, a empresária Betânia Andrade, Pryscila enrijeceu toda, teve cãibra dos pés até a cabeça e não conseguia andar. O neto teve dores abdominais e diarreia, e as duas secretárias sentiram dores.

Como o estado de Flávia se encontra mais estável, ela seguiu para um leito comum. No caso de Pryscila, com o estado de saúde mais delicado, ela permanece na UTI. O fígado está comprometido, os rins paralisados e ela tem água no pulmão.

A irmã e mãe das vítimas fizeram um apelo à Vigilância Sanitária para que maiores informações sobre a letalidade do alimento sejam divulgadas à população a fim de evitar episódios como o que ocorreu com as irmãs. A origem exata da síndrome, que causa ruptura de células musculares, ainda é desconhecida. No entanto, a literatura médica aponta que todos os pacientes diagnosticados, mesmo fora do Brasil, consumiram algum animal que vive na água, muitas vezes a doce. A doença de Haff é caracterizada pela presença de toxina biológica presente em pescados.

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