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Criminoso de Teófilo Otoni é preso durante resgate de família de um caminhoneiro mantida refém durante assalto em MG; bandidos faziam transbordo da carga no momento da abordagem

Caminhoneiro viajava para o Pernambuco com a esposa grávida de oito meses e o filho do casal, de três anos. Veículo foi abordado na BR-116 e foi levado para uma estrada rural em Medina. ‘O principal é a preservação das vidas de pessoas inocentes’

Uma família de um caminhoneiro foi feita refém durante um assalto no Vale do Jequitinhonha, na madrugada desta quarta-feira (23). A Polícia Militar impediu que a carga fosse levada e sete pessoas foram presas.

O caminhoneiro viajava para o Pernambuco com a esposa grávida de oito meses e o filho do casal, de três anos. O veículo foi abordado na BR-116, em Medina.

“Os criminosos estavam em dois automóveis e um dos ocupantes atirou em direção ao caminhão, o tiro acertou o para-brisa do lado onde a esposa do motorista viajava. Poucos minutos antes, ela deitou na boleia. Pelo percurso da bala, se tivesse sentada o tiro teria acertado o rosto. O caminhoneiro parou e dois homens encapuzados e armados fizeram a família refém”, explicou o tenente Felipe Beato de Almeida.

Carga era colocada em oito veículos — Foto: Polícia Militar/ Divulgação

Carga era colocada em oito veículos — Foto: Polícia Militar/ Divulgaçãohttps://tpc.googlesyndication.com/safeframe/1-0-38/html/container.html

Em seguida, as vítimas foram levadas para uma estrada rural onde seria feito o transbordo da carga. Segundo a PM, o caminhão transportava geladeiras, fogão industrial e peças de automóveis; a carga era avaliada em cerca 400 mil.

“Os criminosos passaram as coordenadas para os outros integrantes da quadrilha por um rádio comunicador e na estrada tinha oito carros, que faria o transbordo. Eles recolheram os celulares das vítimas e ordenaram que elas permanecessem na cabine”.

Carros usados pelos criminosos foram apreendidos — Foto: Polícia Militar/ Divulgação

Carros usados pelos criminosos foram apreendidos — Foto: Polícia Militar/ Divulgação

Os policiais militares chegaram ao local cerca de 10 minutos após o início do transbordo da carga e conseguiram impedir o crime. Sete bandidos foram presos.

“Eles não reagiram porque foram pegos de surpresa, chegamos devagar com o giroflex e o farol desligado. Tinha oito carros e vários indivíduos no local, como estava escuro, alguns conseguiram se esconder no mato”, detalhou o tenente Felipe Beato.

A família foi liberada e segundo a PM, o caminhoneiro foi levado para o hospital porque foi ferido nos braços e no rosto por estilhaços. A esposa dele ficou em estado de choque, mas não precisou de atendimento médico.

“O caminhoneiro disse que foi Deus que nos colocou lá. Deus nos usa para coisas boas, numa situação dessa o principal não é a carga e nem as prisões, mas a preservação das vidas de pessoas inocentes que estão trabalhando”.

Entenda como a polícia localizou os criminosos

A família foi rendida por volta de 1h30, mas antes disso às 22h, os criminosos haviam abordado outro caminhoneiro perto do município de Pedra Azul. Eles apontaram uma arma para o motorista, que abandonou o veículo e se escondeu em um matagal.

“Os bandidos desativaram o freio do caminhão e o veículo caiu em uma ribanceira. Fizeram isso para atrair atenção da polícia para esse local e assim, eles conseguiriam cometer o outro assalto”.

Porém, a Polícia Militar já fazia levantamentos através do Setor de Inteligência e se deslocou para a estrada rural perto de Medina porque havia indícios de que eles roubavam caminhões e o transbordo da carga era feito nesse local.

De acordo com a PM, o grupo faz parte de uma organização criminosa especializada em roubos de cargas que atua na região há dois anos. Um dos presos é apontado como líder do esquema e já tem passagens por homicídio, tráfico de drogas, roubo e porte ilegal de ama.

“O líder é um dos criminosos mais perigosos da região. Todos eles atuavam no tráfico de drogas e migraram para o roubo de carga por conta da lucratividade. Eles agem com violência, efetuam disparos e agridem as vítimas”, explicou o tenente Felipe Beato.

Os sete presos foram conduzidos à delegacia de Polícia Civil. Cinco são de Medina e dois são de São Paulo e Teófilo Otoni.

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