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Coronavac terá eficácia divulgada em dezembro e pode ser aprovada em janeiro, diz governo de SP

Para ser aplicada nos brasileiros, o imunizante, que está na fase 3 de testes, precisa ser autorizado pela Anvisa

O imunizante é produzido pela empresa chinesa Sinovac em parceria com o Instituto Butantan

O governo de São Paulo anunciou nesta segunda-feira que os testes clínicos da Coronavac, vacina desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac, em parceria com o Instituto Butantan entraram em sua fase final e atingiram o número mínimo de infecções entre os voluntários necessários para a análise de eficácia do produto. A avaliação já começou e deve ter seus resultados divulgados no início de dezembro.

“Esse número mínimo de 61 (infecções no grupo de voluntários) aconteceu na semana passada, nós autorizamos a abertura (do cegamento) desse estudo clinico (para saber quantas infecções ocorreram no grupo vacinado e no grupo placebo). Já estamos com 74 casos. A análise dos casos já se iniciou e, portanto, rapidamente, na primeira semana de dezembro, teremos o resultado dessas análises, que serão remetidas ao comitê internacional controlador do estudo, que deverá validar esses resultados e aí produzir o relatorio que será encaminhado à nossa Anvisa e ao órgão equivalente à Anvisa da China”, explicou Dimas Covas, diretor do Butantan.

“A expectativa é que, no mês de janeiro próximo, a Anvisa tenha aprovado a Coronavac, e o Instituto Butantan terá a possibilidade de vacinar brasileiros. A celeridade no processo vai permitir que a vacina Coronavac seja a primeira vacina disponível para a nossa população”, disse o secretário da Saúde, Jean Gorinchteyn.

A Coronavac já havia demonstrado, em outubro, segurança em estudos feitos com voluntários na China e em 6 mil participantes brasileiros.

Por Estadão Conteúdo

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