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Consumidores revoltados e assustados com os preços dos alimentos nos supermercados

O auxílio emergencial pago pelo governo e a alta do dólar estão por trás da alta

Quem tem ido às compras nos supermercados tem percebido: os preços estão mais caros. Dados de setembro mostram que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) teve a maior elevação para o mês desde setembro de 2003, representando uma alta de 0,4 e elevando o total a 0,64. 

Conforme o coordenador do curso de administração do Ibmec, a pandemia, o auxílio emergencial pago pelo governo e a alta do dólar estão por trás da alta nos preços dos produtos de supermercado, que tem colocado em cheque produtos essenciais à mesa do consumidor, como o arroz e o óleo.

“Houve aumento de demanda por gêneros alimentícios, e é óbvio, as pessoas ficaram mais em casa então é natural que consumissem mais desses itens. Nós temos também o efeito do dólar, fruto também da pandemia que fez com que alguns produtos aqui dentro começassem a custar mais caro”, diz. 

Apesar da alta, o economista Eduardo Coutinho tranquiliza o consumidor e diz que a oscilação de preços é comum e que os índices de inflação estão abaixo da meta, que é de 4%. “Em relação ao futuro, é muito difícil a gente sinalizar uma coisa muito concreta. O que a gente tem que entender sobre inflação é que mudanças nos preços relativos são comuns. Isso nem de longe representa uma coisa perigosa. O que não pode acontecer é aumento generalizado de forma descontrolada”, Diz

Consumidores revoltados

A reportagem foi às ruas de Belo Horizonte e conversou com consumidores que se mostraram revoltados com a alta dos preços. João Cláudio, de 54 anos, fez uma compra generosa, mas lamenta: teve que “sacrificar senão fica apertado. Você deixa um valor muito grande no supermercado”

A advogada aposentada Tereza Dias realiza compras semanais e garante: “O aumento foi absurdo”. “O que a gente pode fazer é diminuir a quantidade para caber dentro do orçamento da gente. De um modo geral está tudo muito puxado. Temos que segurar o bolso”, alega.

O professor de educação física Guilherme Pereira, de 25 anos, aproveitou a oferta de leite, que estava de R$ 3,98 por R$ 1,98, para comprar logo três caixas fechadas de uma fez só. “Infelizmente o aumento tem sido abundante”, alega.

Por Redação,

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