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Congresso argentino aprova imposto sobre a riqueza para combater pandemia de covid-19

Tributo vai incidir sobre pessoas com mais de 200 milhões de pesos (R$ 12,6 milhões)

O Senado argentino aprovou nessa sexta-feira (5) um imposto sobre a riqueza, que irá impor uma taxa única às pessoas com grandes fortunas pessoais, à medida que o governo da nação endividada tenta aumentar a receita duramente atingida pela pandemia de covid-19.

Os senadores aprovaram a chamada “Lei de Solidariedade e Contribuição Extraordinária”, com 42 votos a favor e 26 contra. A legislação estipula um imposto único de pelo menos 2% sobre pessoas físicas cujos patrimônios superem 200 milhões de pesos (R$ 12,6 milhões). Se estima que a arrecadação alcançaria quase 12 mil pessoas, o que arrecadaria cerca de R$ 19 bilhões.

“A #AporteSolidario é extraordinária porque as circunstâncias são extraordinárias”, disse a senadora Anabel Fernandez Sagasti no Twitter. “Temos que encontrar pontos de conexão entre aqueles que têm mais a contribuir e aqueles que precisam.”

Os recursos do imposto serão usados para a compra de equipamentos e insumos para combater o novo coronavírus, financiar a assistência de pequenas e médias empresas, apoiar bairros pobres e ajudar a desenvolver o setor doméstico de gás natural. A lei, liderada pela coalizão peronista do presidente Alberto Fernández, recebeu críticas da oposição mais conservadora.

A Argentina, terceira maior economia da América Latina, caminha para seu terceiro ano de recessão, com alta inflação e um aumento acentuado da pobreza. O vírus já infectou 1.454.631 argentinos e levou 39.512 a óbito.

Por Agência Estado

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