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Comitiva de Bolsonaro é recebida com protesto e ovos no leilão da Cedae

Manifestação foi preparada pelo Movimento dos Trabalhadores Sem Teto; ninguém foi atingido

A comitiva do presidente da República, Jair Bolsonaro, foi recebida com um protesto preparado pelo Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) ao chegar ao prédio da B3, a Bolsa paulista, para acompanhar o leilão da Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro (Cedae). Um ovo foi arremessado no momento em que os deputados federais Hélio Lopes (PSL-RJ) e Carla Zambelli (PSL-SP), que fizeram parte da comitiva, entravam no prédio. Outros membros da comitiva então correram para entrar mais rápido no prédio. Mas ninguém foi atingido.

No protesto, os manifestantes portavam cartazes com os dizeres “400 mil mortos” e “Bolsonaro Genocida”, em referência aos mortos pela covid-19 no País. Pelo vídeo postado nas redes do MTST, cerca de 30 a 40 pessoas participaram da manifestação.

Bolsonaro foi ao leilão da Cedae após participar de um almoço em São Paulo com um grupo de mulheres. Mesmo com um bloco sem vencedor, o megaleilão conseguiu arrecadar R$ R$ 22,689 bilhões, com ágio médio de 133%. A Aegea, empresa que tem como sócios a Equipav, Gic (fundo soberano de Cingapura) e agora Itaúsa) – foi a grande vencedora da licitação, arrematando dois lotes: os blocos 1 e o 4. O grupo Iguá (do fundo canadense CPPIB) ganhou o bloco 2.

Os blocos 1 e 4, vencidos pela Aegea, foram os que tiveram mais competição e foram para o viva voz. O bloco 1 teve quatro rodadas e terminou com outorga de R$ 8,3 bilhões, com ágio de 103,13%. O bloco 4 teve nove rodadas e fechou com proposta R$ 7 2 bilhões e ágio de 187,75%. A Iguá venceu o bloco 2 com proposta de R$ 7,2 bilhões e ágio de 129%. O último bloco, o 3, só tinha uma participante: a Aegea. Pela regra do leilão, como ganhou dois outros blocos, podia desistir do último. Foi o que fez. E assim, o bloco 3 deu vazio.

No total, os três blocos licitados vão exigir investimentos de R$ 27 bilhões durante os 35 anos de contrato. Boa parte desse volume, cerca de R$ 25 bilhões, terá de ser aplicada na universalização dos serviços nos primeiros 12 anos de concessão, e R$ 12 bilhões nos primeiros cinco anos.

Os investimentos vão universalizar os serviços de água e esgoto para 12,8 milhões de pessoas – esse número representa mais de um terço do total de clientes atendidos pela iniciativa privada, que respondem por 7% dos municípios atendidos no País e 26,3% da população. Com o leilão da Cedae, esses números sobem para 7,6% e 34,3%, respectivamente.

Por Estadão Conteúdo,

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