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Com cuidados redobrados na pandemia, restaurante popular de Teófilo Otoni atende cerca de 22 mil pessoas por mês

Por causa da pandemia, o local ficou fechado por dois meses. Com todos os cuidados sendo tomados, o restaurante voltou a funcionar.

As filas na porta do Restaurante Popular Irmã Zoé começam bem cedo. Às 10h30 já tem gente aqui, antes mesmo dele abrir. O empreendimento fica dentro do mercado municipal, no centro de Teófilo Otoni.

“As pessoas precisam passar pelo processo de compra de ficha e ticket, para poder subir no espaço de cima. Chegando próximo à catraca, eu faço a triagem para separação das pessoas que vão pegar um marmitex e as pessoas que vão almoçar aqui no espaço”, explicou Flávio Santos, coordenador do restaurante.

Por causa da pandemia, todos os cuidados estão sendo tomados. O local ficou fechado por dois meses, depois retornou com a entrega de marmitex e, agora, o espaço já está recebendo aqueles que quiserem almoçar no restaurante.

“As pessoas que seguem para pegar o marmitex é feita a higienização das mãos com álcool. Das pessoas que almoçam no espaço, é feita a higienização com água e sabão”, disse Flávio.

O cardápio é pensado com um mês de antecedência com a ajuda da nutricionista Denísia Barreiro, e a resposta dos clientes é quase que imediata.

“Cardápios variados, a gente procura prezar pela alimentação saudável, equilibrada, que tem uma grande diversidade de frutas, verduras, hortaliças”, contou a nutricionista.https://tpc.googlesyndication.com/safeframe/1-0-37/html/container.html

O restaurante alimenta, em média, 22 mil pessoas por mês, uma parceria com a prefeitura da cidade e com os agricultores e microempreendedores locais. A sobremesa, por exemplo, tem mudado a história da doceira Andrea Oliveira.

“A gente já está tendo uma resposta positiva. Os clientes estão gostando, estão elogiando, e a demanda tem aumentado. Com os doces, a gente pretende complementar a alimentação, levar uma sobremesa bem tradicional, que todo mundo conhece e que todo mundo gosta”, disse.

O cardápio fica espalhado por vários locais do restaurante, a surpresa com o que é servido quase não existe. São várias histórias que vão além da receita, o Arnan Fernandes, por exemplo, era usuário do espaço e, hoje, ajuda administrar as contas.

“Minha história começou quando iniciou o projeto, que eu vim acompanhando, almoçando todos os dias, fazendo amizades com a administração, com a nutricionista, com os colegas do salão. Hoje, estou aqui trabalhando como assistente para contribuir, de alguma forma, no andamento dos trabalhos”, contou.

Segundo os últimos indicadores do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a pobreza no país subiu de 25,7% para 26,5%. Com isso, 13 milhões de brasileiros vivem com apenas R$ 145 mensais. Com esse valor, restaurantes populares podem ser a única fonte de alimentação diária.

Com o efeito da baixa renda no país, esses restaurantes recebem cada vez mais gente. O aumento do desemprego e a inflação dentro dos supermercados, fez alavancar a procura por esse espaço. Até mesmo quem tem um emprego fixo, procura esses restaurantes para economizar. Em Teófilo Otoni, não é só por causa do valor que o Irmã Zoé virou um sucesso, a limpeza e a comida de qualidade têm grande influência.

“O clima é agradável, o pessoal tem um atendimento muito bom, a comida é balanceada e é bem acessível ao público. Eu acho bem interessante o funcionamento dele”, elogiou Thales Magalhães, agente de atendimento.

Por Edson Soledade, G1 Vales — Teófilo Otoni

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