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Chuvas nos Vales de MG: pelo menos 7 cidades foram atingidas

Até agora, foram afetados os municípios de Dores de Guanhães, Caratinga, Timóteo, Coronel Fabriciano, Governador Valadares, Mutum e Jaguaraçu.

As fortes chuvas que atingiram algumas cidades da região dos Vales de Minas Gerais, nesse fim de semana, causaram muitos estragos. veja o resumo das ocorrências e o que se sabe até agora.

Duas pessoas morreram e pelo menos outras seis ficaram feridas após um talude desabar sobre várias residências no Centro de Dores de Guanhães, no Vale do Rio Doce, na noite desse domingo (9).

A Prefeitura de Guanhães, que fica a 64 km de distância, enviou ambulância, caminhão-pipa e servidores de diversas áreas para auxiliar a cidade afetada.

Segundo o tenente-coronel do Corpo de Bombeiros de Governador Valadares, a ocorrência foi registrada às 19h. Uma equipe especializada foi enviada para apoiar as buscas com cães.

Caratinga

Em Caratinga, dois homens morreram e uma idosa ficou ferida em duas ocorrências registradas na cidade, nesse domingo.

Desabamento

Barranco desabou e soterrou homem e idosa no bairro Santa Cruz — Foto: Redes sociais

Barranco desabou e soterrou homem e idosa no bairro Santa Cruz — Foto: Redes sociais

A primeira, registrada durante a madrugada, foi o desabamento de parte de um barranco que atingiu uma casa, no bairro Santa Cruz, onde mãe e filho moravam. De acordo com os bombeiros, as vítimas dormiam quando houve o desabamento. José Félix Rodrigues Gomes, de 29 anos, foi completamente soterrado. A mãe dele, de 62, foi parcialmente encoberta.

A idosa foi retirada com suspeita de fratura no fêmur e no crânio e encaminhada ao Hospital Nossa Senhora Auxiliadora. Ela estava consciente. Já o filho foi encontrado sem vida.

A outra ocorrência foi registrada em Santo Antônio do Manhuaçu, distrito de Caratinga. Um homem, de 41 anos, morreu após o carro em que ele estava cair dentro do córrego São Vicente.

Segundo o Corpo de Bombeiros, o veículo passava por uma ponte quando foi arrastado pela água e caiu no córrego. Dois homens estavam no veículo, mas apenas um deles conseguiu sair. O corpo de Gilberto Modesto foi encontrado no início da tarde de domingo, a cerca de 400 metros de distância do ponto onde o carro caiu.

Timóteo

Rio Piracicaba alaga rua no distrito de Cachoeira do Vale — Foto: Prefeitura/Divulgação

Rio Piracicaba alaga rua no distrito de Cachoeira do Vale — Foto: Prefeitura/Divulgação

Em Timóteo, a Prefeitura decretou situação de emergência. O Rio Piracicaba chegou a oscilar na cota de 8,92 metros nesta segunda-feira (10). Desde sábado, a Prefeitura já registrou 380 notificações.

Com a cheia do rio, pelo menos 13 famílias estão desabrigadas e foram encaminhadas para a Escola Estadual José Ferreira Maia e para a Igreja Assembleia de Deus, ambas no distrito de Cachoeira do Vale, onde foi alagado.

De acordo com a Prefeitura, o número de moradores desalojados é ainda maior, mas para evitar aglomerações em razão da pandemia, foi recomendado que eles procurassem abrigo em casa de familiares.

Além da inundação no distrito, a cidade também registrou o desabamento de um casarão condenado no bairro Centro Sul, queda de postes, árvores e de parte de uma calçada próxima à rotatória do bairro Cruzeirinho.

Os postes caíram no bairro Santa Maria. Segundo a Cemig, a ocorrência foi registrada por volta das 19h45 desse domingo. Ainda à noite, 98% dos clientes tiveram a energia restabelecida. Nesta segunda, as equipes da Companhia trabalham para substituir os postes e a previsão é de normalizar o fornecimento até o final da tarde.

Alguns bairros do município também tiveram o abastecimento de água prejudicado. A Copasa informou que ele está sendo normalizado nesta terça-feira (11). No distrito de Cachoeira do Vale, a Companhia disponibilizou caminhões-pipa para diminuir o impacto do desabastecimento.

O município iniciou uma mobilização para receber doações, como água potável, material de limpeza e cestas básicas.

Coronel Fabriciano

Região da Prainha segue alagada pelo rio Piracicaba — Foto: Prefeitura de Coronel Fabriciano

Região da Prainha segue alagada pelo rio Piracicaba — Foto: Prefeitura de Coronel Fabriciano

A elevação do nível do Rio Piracicaba também atingiu o município de Coronel Fabriciano. Ruas do bairro Dom Helvécio, região conhecida como Prainha, começaram a alagar já no sábado (8). Nesta segunda-feira, a Prefeitura ainda emitiu um alerta para o aumento do volume de água no Córrego Caladão.

Após reunião com o Comitê de Crise, o prefeito Dr. Marcos Vinicius (PSDB) informou que decreto situação de emergência no município. Segundo a Prefeitura, choveu mais de 200 mm em cerca de 72 horas.

Nessa segunda-feira, 89 famílias estavam desalojadas. Os bairros mais atingidos foram Manoel Domingos, Dom Helvécio (Prainha), Mangueiras, Manoel Maia, Frederico Ozanan, Judith Bhering e Floresta. Nesses locais, a Prefeitura dá apoio para retirar as famílias em maior área de risco.

Além disso, de acordo com a Copasa, o abastecimento de água da cidade foi interrompido, emergencialmente, nesse domingo, por falta de energia elétrica. A previsão é que o abastecimento seja retomado, de forma gradativa, no decorrer desta terça-feira (11).

Também nesta terça, o número de famílias desalojadas subiu para 157. Isso quer dizer que 481 pessoas estavam fora de casa. Três pontos de apoio foram criados para receber os desalojados com serviços de orientação, alimentação, local para higiene pessoal, guarda pertences e abrigo.

Governador Valadares

Água invade calçadão no bairro São Pedro — Foto: Ana Carolina Magalhães/Inter TV dos Vales

Água invade calçadão no bairro São Pedro — Foto: Ana Carolina Magalhães/Inter TV dos Vales

O Rio Doce atingiu 4 metros na manhã desta terça-feira (11), com previsão de continuar subindo até 4,5 m até o fim da manhã. Até o momento, 6 mil pessoas estão desalojadas e 93 desabrigadas, mas a Prefeitura estima que o número deve crescer, baseado no histórico de vítimas de enchentes anteriores.

Devido à situação, o município decretou situação de emergência. A Polícia Militar restringiu o acesso aos bairros atingidos pela enchente, permitindo apenas a entrada de moradores, de modo a evitar furtos nas casas vazias e também evitar aglomeração de curiosos.

A enchente afetou também o abastecimento de água na cidade. Segundo o Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE), a cheia do rio compromete parte da captação, pois algumas bombas não funcionam submersas, e também o tratamento da água. A orientação é para que a população economize.

A cheia do Rio Doce atingiu os serviços de Saúde. A Estratégia de Saúde da Família (ESF) São Pedro I, II e II está alagada. Além disso, muitos funcionários da área também estão afastados por morarem em áreas afetadas pelas chuvas ou por estarem com a síndrome gripal.

Mutum

As chuvas do fim de semana também atingiram a cidade de Mutum, no Vale do Rio Doce. Em Francisco Humaitá, distrito da cidade, a força da água impressionou os moradores.

Já na sede, parte da cidade ficou debaixo d’água. A Prefeitura está fazendo o cadastro das famílias desalojadas que, até o início da tarde desta segunda, foram contabilizadas seis. Os distritos de Roseiral, Ocidente e Centenário foram muito atingidos.

“O Plano de Contingência foi colocado em prática desde a data de ontem [domingo]. Nessa última madrugada, o Rio São Manoel subiu o nível acima de 1,5 metro. A situação do nosso município ainda é de emergência. As vias que dão acesso ao distrito de Roseiral estão inundadas. Então, pedimos às pessoas que não se dirigem a esse local e não venham para a sede”, orientou o coordenador da Defesa Civil de Mutum, Cristiano Martins.

Jaguaraçu

Bombeiros e Polícia Militar de Meio Ambiente prestam socorro às pessoas ilhadas em Jaguaraçu — Foto: Polícia Militar de Meio Ambiente

Bombeiros e Polícia Militar de Meio Ambiente prestam socorro às pessoas ilhadas em Jaguaraçu — Foto: Polícia Militar de Meio Ambiente

Equipes da Polícia Militar de Meio Ambiente e do Corpo de Bombeiros de Ipatinga trabalham no resgate de pessoas ilhadas na cidade.

Segundo a PM, equipes da Cemig são aguardadas para desligar os fios de alta tensão para fazer o resgate. Os militares usam uma embarcação para fazer a retirada das famílias que estão em um sítio.

A estrada que dá acesso à cidade ficou interditada devido à queda de barranco, mas já foi liberada após a limpeza.

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