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Cantora gospel e marido suspeitos de aplicar golpes de pirâmide são presos em Minas Gerais

Izabela Cristy e David Robson de Barros foram detidos no apartamento onde moram

Izabela Cristy e David Robson de Barros teriam causado prejuízos a 300 pessoas

A cantora gospel Izabela Cristy, de 28 anos, e o marido David Robson de Barros, de 33, foram presos na manhã desta sexta-feira (6) no apartamento onde moram, em Lagoa Santa, na região Metropolitana de Belo Horizonte. Os dois teriam causado prejuízos a pelo menos 300 pessoas em um suposto esquema de pirâmide financeira

Segundo a Polícia Militar (PM), o casal tinha mandado de prisão em aberto. “Os conduzidos são suspeitos de envolvimento na prática de estelionato, com aplicação do golpe de pirâmide financeira”, diz a corporação. 

Em nota, a Polícia Civil explicou “que o inquérito policial está em fase avançada de conclusão e, em breve, todas as informações do resultado da apuração serão divulgadas amplamente à imprensa”.

Matéria em atualização 

Investigações
 
Segundo a Polícia Civil, o casal se apresenta como dono de uma empresa de investimento. Os denunciantes relataram que a I&D Investimentos, que pertence a Izabela Cristy Gomes de Barros e David Barros, prometia um retorno de 100% do valor investido em apenas 40 dias. 
 
No início, conforme as vítimas, muitos investidores obtiveram o retorno financeiro. Porém, desde o ano passado, o pagamento deixou de ser feito.
 
Uma das pessoas que sofreu o golpe, que preferiu não se identificar, disse que conheceu a empresa por meio de uma amiga, que já havia feito investimentos com a mulher. 

“Primeiro, investi R$ 850 com retorno garantido de 100% em 40 dias. Meu marido ficou interessado e investimos R$ 5 mil, mas não recebi retorno. A proprietária pediu para alterar o dia de pagamento, pois começou a ser ameaçada, disse que sofreu golpe de funcionários e investidores que utilizavam comprovantes falsos. Agora, você entra em contato e eles te bloqueiam”, relatou.

“Foi ela própria que me chamou para entrar na empresa, que qualquer problema ela devolveria o dinheiro. Fiz amizade, passei a ir mais na igreja. Coloquei pessoas para investir com ela, mas a gente nunca teve acesso às contas. Quando a gente começou a ter atritos eles foram para as Maldivas e depois para Dubai”, disse uma ex-funcionária da empresa, que também pediu para não se identificar à reportagem da Itatiaia.

Vítima explica como funcionava o “golpe”

“Se você investisse R$ 5 mil num plano de 140 dias úteis, você pegaria R$ 20 mil. Se você investisse R$ 5 mil num plano de 210 dias, tinha um retorno de R$ 40 mil. Então, todo mundo começou a investir e indicar pessoas para entrar no negócio, entraram mais de mil de uma vez. Foi quando a gente viu que não tinha como encaixar as pessoas pra receber porque o limite do banco era muito baixo. Foi quando começou a surgir o tumulto”, detalhou.

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