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Análise: Atlético-MG vence o jogo da festa e tem última missão para tornar 2021 o maior ano do clube

Após clima apoteótico, Galo ergue a taça do Brasileirão em recorde de público no Mineirão; falta encerrar o torneio com time reserva e partir para a final da Copa do Brasil

A galeria da sede de Lourdes está mais cheia. Aquele cheiro de rojão no ar, o barulho ensurdecedor, e a segunda estrela no escudo (ainda que não oficial) são sensações de um dia histórico para o Atlético-MG. E, mesmo após dias de festejo com o título confirmado, os jogadores de Cuca levaram a sério a partida da festa e venceram o Bragantino por 4 a 3. Keno brilhou, Hulk aumentou a artilharia, e, mesmo levando três, não há espaço para críticas.

Para alertas, sim! A temporada não acabou para o Galo. Toda e qualquer festa dos jogadores é mais do que justa. Não se finda um jejum desse porte com passividade. É necessário explodir, aliviar a pressão. Mas o Atlético tem uma missão rara, daquelas que aparecem de 50 em 50 anos. Pode ser campeão da Copa do Brasil. Mais uma conquista na mira, para fazer de 2021 o maior ano da história do clube de 113 anos.

Cuca, festejado como nunca no Mineirão de 61,5 mil torcedores em gritos e bandeiras, poupou pouco, levou um time competitivo e, mesmo na “ressaca”, venceu o Bragantino, que veio para a festa alheia com objetivos de Libertadores.

Artur, muito bem, deu bastante trabalho para uma zaga que estava fora dos melhores dias. Ainda que Junior Alonso tenha sido um destaque, o Galo não havia levado três gols em casa. Tudo bem, a força ofensiva se sobressaiu.

Atlético-MG campeão brasileiro de 2021 — Foto: Pedro Souza/ Atlético-MG

Atlético-MG campeão brasileiro de 2021 — Foto: Pedro Souza/ Atlético-MG

Keno, heroi na Bahia, fez novamente um grande jogo. Foi dele que saiu o primeiro gol, roubando bola no campo de ataque, partindo para cima, e chutando colocado com perfeição.

O Bragantino virou no início do segundo tempo. Cuca endureceu. Já havia colocado Allan e Savarino. Impressionante ver o volante jogando como sempre, mesmo após os festejos que pararam com ele bem “alegre” na própria piscina na quinta para sexta. Um pitbull.

Hulk, poupado no banco, foi para a festa. Platinado, participou do gol de Savarino com lindo passe de calcanhar. Antes, Zaracho fez o seu em jogada de Keno.

Para fechar com chave de ouro, combinando com a cor do cabelo, Hulk anotou o 19º gol no Brasileirão. Ao fim do jogo, Reinaldo entrou no elevador que ia ao gramado e, encantado com seu sucessor no trono de maior ídolo atual da torcida, comentou:

“O gol de Hulk me lembrou o meu da cavadinha, contra o América de Natal, em 1977”.

Hulk comemora gol pelo Atlético-MG — Foto: Fernando Moreno/Agif

Hulk comemora gol pelo Atlético-MG — Foto: Fernando Moreno/Agifhttps://tpc.googlesyndication.com/safeframe/1-0-38/html/container.html

Naquele março de 1978, o Atlético ia ganhar o Brasileiro. Era, disparado, o favorito contra o São Paulo. Foi o dia mais triste da história do clube. Reinaldo foi tirado do jogo por suspensão retroativa do STJD.

No domingo, 05 de dezembro de 2021, se vingou. A história mudou. O Atlético é campeão nacional, tem o artilheiro e o grande jogador do Brasil. E uma Copa do Brasil para ganhar. O ano, que pode se tornar infinito na história do clube, ainda não acabou. Ainda que a festa do Brasileiro, de forma justa, não tenha hora para encerrar.

Por Fred Ribeiro e Rodrigo Fonseca 

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