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Alta do dólar e do consumo pode provocar novo reajuste no preço da carne nos próximos dias

Especialista conversou com a reportagem da Itatiaia e detalhou os motivos dessa alta nos açougues

O preço da carne deve subir ainda mais nos próximos dias. De acordo com especialista do setor, desde o ano passado, os preços dos insumos para a produção da carne vem pressionando o mercado para seguidos reajustes. Nas próximas semanas, conforme previsão dos profissionais, a situação não deve ser diferente. 

Por causa da alta do dólar e, consequentemente, do aumento do preço da matéria prima, empresas processadoras de carne já sofrem com o aumento de milho, soja, farelos e até embalagens. Esse reajuste é repassado para os consumidores. 

Em conversa com a reportagem da Itatiaia, o pedreiro Sander Gusman, de 49 anos, lamentou o aumento e explicou que está comprando apenas o “básico”.

“O preço não está muito bom. Eu comprei o básico. Comprei só o pezinho de frango. Paguei R$ 6 no quilo do pé de frango. Todo mundo parado e só dá para comprar o pé. Por enquanto, só tinha dinheiro para o pezinho, mas Deus vai abençoar que a gente vai arrumar mais (dinheiro)”, explica esperançoso. 

Já a auxiliar de inclusão Érika Maria Alves Arruda, de 38, se revolta com o valor do quilo de carne vermelha e tenta buscar alternativas para fugir dos altos preços. “É um absurdo. Está muito caro. Estamos substituindo a carne vermelha pelo frango. O mínimo que a gente tinha direito era comer um pedaço de carne e, agora, não temos mais direito”, lamenta.

O agente de endemias Wellington Alves Arruda, de 41 anos, também optou por mudar a alimentação por causa da alta dos preços no açougue. “A carne está muito cara. A gente tenta substituir por frango, linguiça ou hambúrguer porque está difícil”, avalia. 

Para tentar entender melhor esse reajuste, a reportagem da Itatiaia conversou com o  economista da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) Fiemg Izak Carlos da Silva. O especialista explica o que teria provocado essa elevação no preço da carne. 

“O aumento da carne tem basicamente dois fatores. O primeiro é a desvalorização do real perante ao dólar, o que torna as commodities que são cotadas em dólar mais caras. Essas commodities são usadas como insumos para a produção de carne e abates no Brasil. Nós temos também o segundo fator que se refere ao aumento da demanda por carnes. Isso aconteceu porque as pessoas estão mais em casa. Dessa forma, existe a substituição do lazer por alimentos”, avalia.  

Por Cléver Ribeiro 

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