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Sindicato das transportadoras de combustível diz que só encerrará paralisação quando for atendido

A categoria pede para que o ICMS que incide sobre o diesel passe de 15% para 12%

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O Sindicato das Empresas Transportadoras de Combustíveis e Derivados de Petróleo de Minas Gerais (SINDTAQUE), garante que a adesão dos caminhoneiros à paralisação foi unânime e que eles só voltam ao trabalho quando forem atendidos pelo governo do estado, como garante o presidente da entidade, Irani Gomes.

“A reivindicação dos tanqueiros é a redução da alíquota do ICMS, que, hoje, no estado de Minas é uma das maiores do Brasil. A categoria pede para que o ICMS que incide sobre o diesel passe de 15% para 12%. Todos estão com os braços cruzados, 100% da categoria aderiu à paralisação e não voltará enquanto o governo não se manifestar”, disse.

“Esse pleito tem sido um pleito há mais de uma década e esperamos que o governo venha a se sensibilizar com essa categoria tão importante para a economia do nosso estado. Os tanqueiros têm carregado quase 1/3 da arrecadação do estado. Pedimos que o governo Romeu Zema se sensibilize e venha olhar para essa categoria”, finalizou.

O Governo de Minas, responsável por arrecadar o ICMS, tem afirmado que as recentes mudanças nos preços dos combustíveis não são em função desse imposto, mas da política de preços praticada pela Petrobras. Além disso, o governo disse que se compromete em não aumentar a alíquota de ICMS até que seja possível trabalhar pela redução efetiva da carga tributária.

Ainda sobre a paralisação dos transportadores de combustíveis, o Governo de Minas informou que a Polícia Militar tem acompanhado as manifestações, garantindo a fluidez no trânsito e a segurança nos locais em que os caminhões estão parados.

Além dessa ação, ainda de acordo com o governo, viaturas da PM estão patrulhando o entorno da Refinaria Gabriel Passos, em Betim, mantendo pontos base no local, para garantir que os motoristas que transportam combustíveis e que não aderiram à paralisação mantenham suas atividades.

O Minaspetro, sindicato que representa os cerca de 4.500 postos de combustíveis do estado, informou que a greve está afetando o abastecimento na Região Metropolitana e em cidades que realizam o carregamento nas bases próximas à Refinaria Gabriel Passos, em Betim. 

Segundo o Minaspetro vários postos já sentem os efeitos da greve, com dificuldades para fazer pedidos juntos às distribuidoras de combustíveis e abastecer os caminhões próprios nas bases. Caso a greve permaneça nas próximas horas, certamente haverá falta de produtos nos postos de combustíveis do estado. O sindicato, no entanto, diz que não pode prever com precisão quando haverá a falta de combustíveis nas bombas.

Por Redação,

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